Haters: como lidar?

Categoria(s) do post: Websfera

Eles são chatos. Muito chatos. Ok, absurdamente chatos. Mas existem aos montes na websfera, não há um só dia que eles não apareçam em blogs, fóruns e timelines para atormentar. Sendo assim, o jeito é aprender a lidar com eles. Como? Não prometo o Santo Graal, mas proponho uma reflexão que pode lhe ajudar.

Mais amor, por favor!

Quem são os haters?

Sabe aquela pessoa que contraria só por contrariar? Muitas vezes ele nem acredita no que está dizendo, mas fala mesmo assim só pra irritar os outros. Não faz uma crítica construtiva sequer, apenas agride, xinga, ofende.

Ao invés de dizer que não concorda com seu argumento e defender o próprio ponto de vista, ele afirma que seu trabalho é uma porcaria. Ele não quer saber e nem leva em conta quantas horas você levou pesquisando para escrever seu artigo, quantas composições e técnicas de luz você testou até conseguir a foto como você queria, quanto você estudou para saber criar layouts belos e funcionais ao mesmo tempo. A única coisa que interessa a ele é contrariar e irritar.

Todo mundo já encontrou uma pessoa assim, tanto na web quanto no “mundo offline”. Se você já os viu, mas nunca foi diretamente confrontado por um hater, considere-se um sortudo: eles estão por todo lado e não escolhem alvos, atiram para todos os lados.

Por que eles são assim?

Depois de anos de websfera, já presenciei e mesmo participei de muitos debates a esse respeito e sempre tem alguém para dizer que os haters, assim como os trolls (para mim, são praticamente a mesma coisa), têm uma vida desinteressante e portanto são carentes, então “causam” para conseguirem ser o foco da atenção alheia.

Já a Wikipédia diz que eles sofrem do distúrbio da dissonância cognitiva, estudada por Leon Festinger, psicólogo norte-americano. Basicamente se trata de buscar uma lógica/justificativa, por mais absurda que seja, para justificar uma atitude que a pessoa sabe que está errada, mas faz mesmo assim. Encontrei um artigo bem interessante que trata sobre isso: Experimentos em Psicologia – Festinger e a dissonância cognitiva, de Rodolfo Araújo.

Mas não vamos nos alongar nas motivações dessas pessoas e o motivo é simples: não somos nós que vamos conseguir resolver o problema delas, não está ao nosso alcance, elas é que precisam procurar ajuda quando/se perceberem que esse jeito de ser as está prejudicando. Nosso objetivo com esse artigo é outro: como lidar com os haters?

Haters gonna hate

Quando um hater surge no meu caminho, primeiramente procuro dar o benefício da dúvida: talvez a pessoa só esteja tendo um dia ruim, assim como todos nós temos nossos dias ruins, e procuro relevar. Escolho muito bem as palavras, penso dez vezes antes de colocar o ponto final de cada frase, mas respondo. Mas essa sou eu, não quer dizer que você também tenha obrigatoriamente que responder ao primeiro comentário raivoso da pessoa.

Se é um hater velho conhecido, que já vi criando confusão em outros lugares, não penso duas vezes: simplesmente ignoro. E se aquele que dei o benefício da dúvida seguir agredindo, ignoro também. Não adianta perder tempo com essas pessoas: elas odeiam por odiar, nada do que possamos dizer irá acalmá-las, por mais educados que sejamos elas irão continuar sendo grosseiras e agressivas. Não vale a pena gastar tempo e energia com esses indivíduos, eles não irão mudar, não vão reconhecer o erro e se desculpar. Simplesmente não vale a pena, não adianta tentar dialogar.

Na próxima vez que um hater puxar briga com você, lembre-se do Chico Buarque: ele, sempre tão acostumado a ser bem tratado por onde passa, levou um susto quando acessou comentários online pela primeira vez e se deparou com pessoas xingando-o. E inteligente que é, entendeu na hora: “você não vai ficar com raiva de quem tem raiva, então deixa pra lá, não pode ficar triste com isso, nem morrer. Se morrer é pior, quando morrer vão dizer ‘já morreu tarde’”.

Delicie-se com a declaração do Chico Buarque e ria com ele. Na próxima vez que um hater cruzar seu caminho, lembre-se do Chico e caia na gargalhada. :D

Agora você já sabe que rir e ignorar são as melhores alternativas. Mas até então, como você lidava com os haters e trolls? Eles costumam aparecer muito no seu caminho?

6 comentários

  1. Excelente o comentário do Chico “Não tem como ter raiva de quem tem raiva”.

    1. Né, Fernanda? Chico <3!

  2. Eu nem imaginava que tinha um verbete na wikipedia para “haters”.

    O vídeo do Chico foi ótimo eheheheh Realmente ele
    entendeu rápido a regra do jogo.

    Valeu pelo post :)

    1. Pois é, Larissa, ele é mestre e mesmo assim há quem o chame de velho bêbado. Haters gonna hate, não tem jeito, o melhor que podemos fazer é seguir o exemplo do Chico. :)

  3. Marcelo comentou:

    Olá pessoal.
    Gostei do texto e gostaria de republica-lo em meu blog que, se deus quiser, vai está pronto para estar online até o fim do mês que vem (janeiro).
    Estou preparando alguns textos iniciais e um deles é sobre as dificuldades que tive nesta relação entre quem publica online e os críticos de plantão.
    Posso republicar seu texto, ou partes dele, colocando o link desta página para quem quiser conhecer o texto original?
    Este é o procedimento mais adequado?
    Qualquer esclarecimento será de grande ajuda e muito apreciado.
    Parabéns pelo seu blog.

    1. Marcelo, você pode copiar até dois parágrafos, mas precisa seguir algumas condições:
      1. O crédito deve ser dado com permalink, ou seja, com link para o artigo e não para o blog inteiro.
      2. O crédito dever ser colocado no início do post.
      3. No caso de copiar um parágrafo inteiro ou dois, use quotes.
      Explicamos isso direitinho aqui nesse post: Como copiar conteúdo alheio sem ferir Direitos Autorais. :)

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